Memória
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Queixas relacionadas à memória estão entre as mais comuns que motivam procura por atendimento médico em Geriatria, seja pela preocupação com diagnóstico de doenças neurodegenerativas ou pela busca de tratamentos para retardar ou impedir possível declínio cognitivo.

De fato, dificuldades de memória podem ser a forma de apresentação inicial de quadros graves como as síndromes demenciais, especialmente a mais comum e temida delas, a Doença de Alzheimer. Desta forma, sempre que exista a queixa ou a suspeita de algum grau de declínio cognitivo, é mandatória uma avaliação especializada, garantindo que o diagnóstico seja feito de maneira eficiente e que o tratamento, sempre que possível, seja instituído precocemente.

Não obstante, muitas outras situações clínicas, bastante frequentes entre idosos, também podem levar a diferentes níveis de prejuízo de memória e outras habilidades. Entre as mais frequentes estão os Transtornos do Humor (como Depressão e Ansiedade), algumas doenças como disfunções de tireoide e deficiências vitamínicas, além do efeito adverso de diversos medicamentos, muitas vezes utilizados sem o devido cuidado e supervisão.

Com uma parcela cada vez mais expressiva de idosos na população, é necessário que profissionais de saúde estejam habilitados para reconhecer e conduzir situações que coloquem em risco a autonomia e a independência destes indivíduos, como ocorre nas síndromes demenciais. Da mesma forma, é fundamental que o médico saiba investigar ativamente causas potencialmente reversíveis que levem a prejuízos cognitivos diversos, e orientar a conduta adequada para cada caso.

Além disso, ações de saúde que promovem benefício cognitivo e prevenção de quadros demenciais devem ser amplamente difundidas e estimuladas, não só entre idosos, mas especialmente em indivíduos adultos jovens e de meia idade. Apesar da busca incessante por medicamentos ou substâncias capazes de prevenir ou retardar o declínio cognitivo, estudos recentes têm comprovado que medidas não farmacológicas relativamente simples, como o cuidado com a alimentação saudável e a prática regular de atividade física, demonstram grande impacto potencial na redução de casos de comprometimento cognitivo e demência.

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