O que a geriatria faz
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O geriatra é o médico especializado no cuidado da pessoa idosa e na promoção de uma longevidade saudável. Para chegar a essa formação, o profissional completa pelo menos 10 anos de estudos médicos, incluindo a graduação e as residências em Clínica Médica e Geriatria. Assim como cardiologistas, endocrinologistas e gastroenterologistas, os geriatras são subespecialistas da Clínica Médica, com foco no envelhecimento e em suas particularidades.

O trabalho do geriatra se organiza em dois grandes eixos

  • Promoção da longevidade saudável, buscando manter a autonomia e a qualidade de vida;
  • Cuidado das condições de saúde mais comuns na terceira idade, como hipertensão, diabetes, colesterol alto, demências (como a doença de Alzheimer), doença de Parkinson, insuficiência cardíaca, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), doença renal crônica, artrose, osteoporose, entre outras.

Com o passar dos anos, é comum que as pessoas acumulem diferentes problemas de saúde, tornando o cuidado mais complexo. Nessa fase da vida, atendimentos fragmentados voltados apenas para uma doença, órgão ou sistema tendem a gerar tratamentos caros, difíceis de manter e pouco alinhados com as preferências e objetivos do paciente e de sua família.

O geriatra enxerga o paciente como um todo. Essa visão ampla permite um cuidado mais individualizado, prático e eficaz, com foco no que realmente importa para cada pessoa. O geriatra também é atento ao uso racional de medicamentos: avalia constantemente a real necessidade de cada remédio, seus efeitos colaterais e possíveis interações, ajustando doses e suspendendo fármacos quando apropriado.

Além das doenças específicas, o geriatra é o especialista mais preparado para lidar com condições típicas do envelhecimento que envolvem múltiplos sistemas e não se encaixam bem em outras especialidades, como: perda de memória, quedas, tonturas, dores crônicas, fraqueza, sarcopenia, fragilidade, incontinência urinária, polifarmácia (uso excessivo de medicamentos), dificuldade de mobilidade e emagrecimento involuntário.

Por fim, o cuidado geriátrico também se adapta às limitações de cada paciente. Quando há dificuldade de locomoção ou barreiras impostas pelas doenças, o geriatra pode realizar atendimentos domiciliares, visitas hospitalares e teleatendimentos, garantindo a continuidade do cuidado de forma humanizada e acessível.

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